Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Louca q.b. 03

Depois da hora que passei deitada na cadeira do dentista, para ele me separar dos meus dentes do siso do lado direito (para evitar o entortar da minha dentadura que tanto estimo), posso afirmar que a minha fobia a dentistas está curada.


Não doeu! Nem sequer a agulha a espetar a minha gengiva para ficar anestesiada! Só houve um ligeiro cansaço na luta para manter a boca aberta com um diâmetro que eu achava impossível que ela alguma vez alcançasse.

"Abre mais a boca Catarina. Mantém assim. Tens de abrir mais. Isso. Mantém."

Já me doía os cantos dos lábios... e a pele parecia estar a estalar toda... mas quando achava que ia fechar a boca e morder a mão do dentista, ele dizia, como se adivinhasse a minha desistência: "Descansa." Esta palavra soube-me tão bem...


"E... tirar os dentes do siso dói muito! Custa muito! Boa sorte! Etc."

Venho aqui dizer que é um mito! Não custa nada. Custa mesmo é estar de boca aberta aquele tempo todo. E a parte da boca dormente é estranha e ainda mais estranho é pôr o baton do cieiro e não saber se o sítio onde se está a passar é o lábio ou o queixo.


Se esta noite não tiver pesadelos é porque curei a minha fobia! Confesso que quando levei a primeira picada anestesiante o meu coração não explodiu por pouco! O meu cérebro em pânico soltou uma lufada de alívio quando percebeu que não ia haver qualquer tipo de dor, já que nem a anestesia estava a ser dolorosa. Mais tarde ele voltou a acordar com umas picadas incómodas que afirmavam a necessidade de mais doses de anestesia, mas nada de dor. Dor foi quando magoei a cervical, aí sim, soube o que era dor física, de tal forma que ficava estampada no meu rosto.


Uf! Ainda tenho o dente do siso da lado esquerdo para tirar, ficou para a Páscoa. Sorte que desse lado é só um. Dura menos tempo. Apesar de não ter custado, o estar ali deitada, vulnerável, a ver passar instrumentos com sons nada agradáveis, a cruzar o olhar constantemente com aquelas duas figuras de máscara... brrr... há-de causar-me sempre calafrios. Mas a fobia, aquele pânico das ferramentas do dentista passou. Simplesmente não gosto de ir ao médico nem do ambiente frio com odor a desinfectante que os compõe.

estou: com pontos na gengiva
música: tv ao fundo
por InConsciente às 22:43
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