Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Sem título 16

"Os amantes dos animais são uma casta especial de seres humanos, espíritos generosos e cheios de empatia. Talvez um pouco dados a sentimentalismos e com corações do tamanho de um céu sem nuvens."

John Grogan in Marley e Eu


Finalmente acabei o livro Marley e Eu, de John Grogan. Levei muito tempo a lê-lo, entre desaparecimentos do livro e o não querer chegar ao fim por saber exactamente o que me ia acontecer. Pois se eu chorei, mas chorei mesmo, quando o cão da "Anatomia de Gray" teve que levar a injecção do "sono profundo"; pois se eu não vejo documentários sobre a vida selvagem, porque me custa ver a realidade em que uns animais comem outros; é certo e sabido que ia chorar com o livro. Parvoíce ou não, quando dei por mim corriam-me lágrimas espessas e sucessivas pela cara quando tive que partilhar o adeus de Marley.

Tenho o rabo cheio de covas feitas pela textura incerta de uma das rochas da Praia dos 2 Irmãos. A maré está vazia e o areal delicioso para grandes caminhadas. O silêncio interrompido pelo som das ondas traz uma energia mágica. Amei cada segundo deste início de tarde. Amei cada lágrima que me escorreu do rosto à página que lia. Amei o vento frio com cheiro a maresia a entrar pelos poros das minhas mãos despidas. Amei este momento.

Lembrei-me da Bulma a minha rafeira e Primeira Amiga de 4 patas.
Lembrei-me da Piruças a minha gata preta e branca, filha da Miana, muito doce e assustadiça.
Lembrei-me do D., um verdadeiro leitor e escritor.

Amei (re)lembrar que as memórias que têm amor não desaparecem, apenas ficam adormecidas.

estou: a flutuar e com saudades
música: o som das ondas gravado na memória
por InConsciente às 17:29
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Domingo, 21 de Outubro de 2007

"Assaltei um castelo misterioso sem sair da esplanada"

Estes últimos dias têm sido assim qualquer coisa de fantásticos! Sol, aquele calorzinho bom nada exagerado e uma ou outra nuvem fofa a rasgar o céu brilhante. São estes dias que nos puxam para a rua sem qualquer resmunguice ou esforço. O bom dia do Sol acende um sorriso automático que nos faz cócegas na barriga, enquanto o cérebro nos faz saltar da cama num pulo enérgico para retribuir todo o brilho daquele "bom dia".

Apetecia-me ter ido à praia, ter corrido na areia, ter sentido as ondas frescas a provocarem arrepios a cada toque nos dedos dos pés... Fiquei mesmo pelo apetecer, porque as minhas alergias obrigam-me a levar por uns dias, ou semanas, ou tempo indefinido, uma linda vida de freira, ou (e até gosto mais) de princesa presa na torre mais alta do castelo  (só que na minha história não há príncipe que me valha, nem tranças compridas que servem de escadas, nem herói, nem heroína nenhuma, apenas uns dias de retiro social, que é equivalente a grande aborrecimento).

Quando me torno prisioneira desta condição oferecida pela herança genética, lembro-me sempre da campanha de Verão da Bertrand. Chega por email e guardei esta em particular porque gostei da forma como mostravam como sonhar, voar, passear, viajar, ser este ou aquele, estar aqui ou ali, ser humano ou animal, ter escamas ou penas, ser tudo e nada ao mesmo tempo é fácil quando se é invadido pelo mundo das palavras.

"Assaltei um castelo misterioso sem sair da esplanada", era uma das frases que mostrava como um livro nos traz o longe sem sairmos do que chamamos real.

Eu nestes últimos dias passeei pelo campo, corri na areia molhada, senti as ondas a fugirem entre os dedos dos pés, andei de balão, dei cambalhotas, comi chocolates até cair para o lado, vi o pôr-do-sol de um monte muito alto; simplesmente deixei o pensamento viajar por todas as estradas que me fazem soltar sorrisos tímidos, gargalhadas tolas e voar, voar muito além dos sítios onde os pés (re)pisam todos os dias.

Palavras. Muitas cores. Pontos de fuga. Arco-íris para me guiarem. Balões para me fazerem voar. O F. para me deslumbrar. Nuvens fofas para me deitar. Casas de chocolate para provar.

Sorrisos. Sorrisos. Sorrisos. Sorrisos. Sorrisos. Sorrisos. Sorrisos. O infinito em sorrisos para me aconchegar.

estou: sonhadora e sorridente
música: a resmunguice da sasha e do lamas
por InConsciente às 19:25
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Domingo, 23 de Setembro de 2007

"Stick Boy and Match Girl in Love"

Stick Boy liked Match Girl,

Palitinho amava Fosforina

he liked her a lot.

gostava muito dela.

He liked her cute figure,

Com a sua figura franzina,

he thought she was hot.

que quente era ela.

But could a flame ever burn

Mas seria amor ardente

for a match and a stick?

o de uma fósfora e de um palito?

It did quite literally;

Pois muito literalmente;

he burned up pretty quick.

incendiou-se o pauzito.


The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories | Tim Burton

estou: a vegetar
música: midnight cowboy | faith no more
por InConsciente às 15:59
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